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Mortalidade

           O conjunto de medidas subjetivas de saúde que vem se incorporando para melhor avaliar a situação de saúde das populações não anulam a importância dos dados de óbito como informações relevantes de saúde. Dados de mortalidade passam a ser trabalhados com outras abordagens, além dos indicadores já consolidados. Conceitos de morte precoce ou prematura, mortes evitáveis e mortes excessivas inspiram o desenvolvimento de indicadores de Anos Potenciais de Vida Perdidos, as listas de mortes evitáveis, a aplicação do SMR (standardized mortality ratio) na mensuração das diferenças de mortalidade que atingem populações ou subgrupos. A contribuição de cada causa de morte nas mudanças da esperança de vida é analisada com os Anos de Esperança de vida perdidos por causas (OPS, 2002) e é desenvolvida a esperança de vida livre de incapacidades. Esses novos instrumentos têm sido aplicados com abrangência nacional, regional ou em estudos localizados; em pesquisas de base populacional que incluem o conjunto da população ou segmentos específicos de idade e sexo, ou em pesquisas de pacientes com objetivos clínicos.

Quadro 8.7 - Revisão de literatura de indicadores de Mortalidade e sugestões de indicadores propostos pelo projeto.  

Mortalidade

Fonte

Taxas de mortalidade por causa específicas

Austrália

Canadá

Mortes por suicídio e lesões auto infligidas por sexo

Austrália

Canadá

Taxa padronizada de mortalidade por suicídio e lesões em que se ignora de foram acidental ou intencionalmente provocadas

Reino Unido

Taxa padronizada de mortalidade por todas as causas por 100 mil hab

Canadá

Taxa de mortalidade padronizada para acidentes não intencionais por 100 mil hab

Canadá

Reino Unido

Número absoluto, taxa de mortalidade e taxa de mortalidade padronizada por todos tipos de câncer e neoplasias selecionadas

Canadá

Número absoluto, taxa de mortalidade e taxa de mortalidade padronizada para doenças respiratórias e doenças selecionadas

Canadá

Número absoluto, taxa de mortalidade e taxa de mortalidade padronizada para AIDS por 100 mil hab.

Canadá

Esperança de vida ao nascer

Canadá

Esperança de vida aos 65 anos

Canadá

Taxas padronizadas por idade de mortalidade por neoplasias em menores de 75 anos

Reino Unido

Taxa de mortalidade, padronizada por idade, por todas as doenças vasculares circulatórias em menores de 75 anos

Reino Unido

Taxa de mortalidade perinatal

Canadá

Taxa de mortalidade infantil

 

Canadá PACTO

Reino Unido

Taxa de mortalidade neonatal

PACTO

Anos potenciais de vida perdidos antes dos 75 anos, por 100 mil hab.

Canadá

Anos potenciais de vida perdidos por câncer antes dos 75 anos

Canadá

Anos potenciais de vida perdidos por doenças ap. circulatório antes dos 75 anos, por 100 mil hab.

Canadá

Anos potenciais de vida perdidos por doenças ap.respiratório antes dos 75 anos, por 100 mil hab.

Canadá

Anos potenciais de vida perdidos por acidentes não intencionais antes dos 75 anos, por 100 mil hab

Canadá

Anos potenciais de vida perdidos por suicídio antes dos 75 anos, por 100 mil hab.

Canadá

Taxa de mortalidade materna

PACTO

Taxa de mortalidade por câncer de colo de útero

PACTO

Taxa de mortalidade por câncer de mama

PACTO

Taxa de mortalidade por doenças cérebro-vasculares

PACTO

Taxa de mortalidade por Tuberculose

PACTO

Taxa de mortalidade infantil

Mortalidade proporcional por doenças diarréicas em menores de 5 anos

Taxa de mortalidade por causas externas

Taxa de mortalidade por doenças  aparelho circulatório

Taxa de mortalidade por neoplasias malignas.

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Fontes:  AIHW 2002, CIHI 2003, DH/NHS 2002; Brasil/MS 2003.

 

Partiu-se dos indicadores de mortalidade definidos pela RIPSA aproveitando-se de todo o processo de acúmulo de discussão sobre a viabilidade de obtenção, definição da base de dados a ser utilizada e esforço para sua conceituação e padronização.

Do conjunto de indicadores existentes optou-se pela indicação de menor número  de indicadores, mas que, ao mesmo tempo, pudessem exprimir a diversidade do perfil epidemiológico da população do país, considerando o estágio incompleto da transição epidemiológica, além se serem suficientemente sensíveis para apreender os diferenciais regionais existentes.

Esta seleção teve ainda por objetivo a escolha de indicadores que podem refletir diferentes níveis de demanda em relação aos serviços de saúde, incluindo indicadores que espelham a necessidade de consumo da rede básica de saúde ou do programa de saúde da família e de indicadores que estão relacionados ao consumo de serviços de saúde de alta complexidade.